FALANDO SOBRE CARIDADE


O comportamento caridoso não é algo espontâneo e natural em muitos de nós.
Sê-lo, em determinadas circunstâncias, ainda nos causa um certo desconforto. E quantas são as desculpas que produzimos para não nos envolvermos com o próximo!

É a falta de tempo, de recursos financeiros, de jeito... Por outro lado, quantas são as situações em que nos cobramos uma atitude de maior solicitude! Quantas são as atenções que dispensamos, justamente para abrandar nossas cobranças íntimas!

O Espírito Cairbar Schutel ensina:

A caridade pressupõe necessariamente convívio. Afinal, caridade não é somente destinar verbas às obras filantrópicas, mas sim participar da vida em família, dos problemas dos semelhantes, das dificuldades dos necessitados, abrindo o coração para o mundo.
O Evangelho Segundo o Espiritismo, nos elucida:

""(...) A caridade moral consiste em se suportarem umas às outras as criaturas e é o que menos fazeis nesse mundo inferior, onde vos achais, por agora, encarnados.
Grande mérito há, crede-­me, em um homem saber calar-se, deixando falar outro mais tolo do que ele.
É um gênero de caridade (...)

(...) não dar atenção ao mau proceder de outrem é caridade moral (...)

A verdadeira caridade, é delicada e engenhosa no dissimular o benefício, no evitar até as simples aparências capazes de melindrar, dado que todo atrito moral aumenta o sofrimento que se origina da necessidade.
Ela sabe encontrar palavras brandas e afáveis que colocam o beneficiado à vontade em presença do benfeitor(...)

(...) Tende presente sempre que, repelindo um pobre, talvez repilais um Espírito que vos foi caro e que, no momento, se encontra em posição inferior à vossa (...)””

Texto encontrado em aluzdoespiritismo.com.br 
Trechos de "O Evangelho Segundo o Espiritismo"
Cap. XIII

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